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Conheça as 10 principais taxas que incidem sobre o frete da entrega urbana

Conheça as 10 principais taxas que incidem sobre o frete da entrega urbana

A composição dos custos de fretes para coletas e entregas sempre foi uma preocupação de embarcadores e transportadoras. Isso porque os custos com fretes é a parte de maior relevância nos custos logísticos.

Compor o custo de frete peso ou cubado não é tarefa difícil. Neste momento da negociação as partes envolvidas conseguem chegar a um denominador comum: a conta do frete peso + Ad- Valorem + generalidades, parecem ser aceitáveis.

A grande tensão é quando chega à primeira fatura de cobrança e nela os custos da cobrança nada tem a ver com aquilo que foi combinado em um primeiro momento. Nesta hora a crise se instaura porque ninguém detalhou o item GENERALIDADES.

A maioria dos provedores logísticos não são claros, e, às vezes nem sabem mesmo quais serão os problemas que encontrarão no momento da entrega. O embarcador muito menos, pois não é o seu core business. No entanto as famosas e famigeradas taxas de entrega, principalmente em grandes centros urbanos, acabam com as margens dos produtos e magoam a relação comercial.

Para que tudo fique claro tanto para o embarcador quanto para o provedor logístico, decidimos compilar aqui as 10 principais taxas cobradas na logística de transportes:

AS 10 PRINCIPAIS TAXAS NA ENTREGA URBANA

Antes de detalhar o que são generalidades/taxas é preciso dizer que essas não são cobradas por “malandragem”, mas para finalidades específicas:

  • Cobrir riscos atípicos na operação de transporte;
  • Custear serviços de documentação;
  • Equalizar custos por perda de tempo, que não tinha como prever;
  • Alinhar custos com alterações de rota para atender um cliente;
  • Reembolsar tributos específicos e etc.

Talvez você esteja se perguntando se estes custos já não deveriam estar contemplados no frete. Poderiam, no entanto nos casos onde eles não incidirem o contratante estará pagando por algo que não deveria, visto que variam a cada viagem, por isso precisam ser calculados posteriormente.

Sem mais delongas vamos às taxas:

  1. TDE: Taxa de dificuldade de Entrega: destina-se a ressarcir o transportador pelos custos adicionais sempre que a entrega for dificultada por fatores específicos do cliente: recebimento por ordem de chegada, recebimento precário, que gere longas filas e tempo excessivo na descarga; exigência de separação de itens no recebimento, Exigência de tripulação superior à do veículo para carga e descarga e etc.
  2. Taxa de difícil acesso: tão comum quanto à outra (entregas em vielas, subidas íngremes, ruas que alagam, estradas de terra e etc.);
  3. GRIS: taxa de Gerenciamento de Risco: trata-se de uma alíquota sobre o valor da mercadoria, necessária para cobrir despesas relacionadas com o gerenciamento de riscos ligados ao roubo de cargas, inclusive o seguro facultativo de desvio de carga.
  4. Diária: estadia do veículo: se uma entrega que tinha prazo estimado para acontecer demorar mais do que o previsto, o transportador tem o direito de cobrar pela estadia do veículo. Inclusive a ANTT tem uma resolução específica que define os valores a serem pagos e o prazos que legitimam a diária (temos um artigo dedicado ao tema).
  5. TRT: A Taxa de Restrição ao Trânsito: destina-se a ressarcir o transportador pelos custos adicionais sempre que a coleta e/ou a entrega for realizada em municípios que possuam algum tipo de restrição à circulação de veículos de transporte de carga e/ou à própria atividade de carga e descarga.
  6. Pedágio: uma tarifa bem conhecida e também garantida por legislação específica (uma das poucas). Quando um veículo atravessa determinada estrada ou fronteira, ele precisa pagar pela manutenção da via. Da mesma forma, a frota precisa arcar com um valor de pedágio pelas suas viagens. O custo do pedágio deve ser coberto pelo contratante do transporte (no caso de cargas fracionadas forma mais prática é cobrar um valor fixo por cada 100 kg ou fração).
  7. Taxa de carga e descarga: nos grandes centros essa cobrança é comum e se trata de uma “máfia”, os clientes descarregam e guardam a mercadoria com mão de obra paga pelo responsável da entrega. Não há padrão de cobrança, alguns cobram por volume descarregado, outros por pallets, outros por perfil de veículo e etc.
  8. Taxa de coleta ou entregas em horários alternativos: taxa cobrada quando uma coleta sem programação é solicitada, e quando o cliente tem restrições de horários diferentes do comum;
  9. Taxa de agendamento: cada vez mais os clientes marcam dia e hora para receber a mercadoria, a transportadora por sua vez dedica um recurso para realizar o agendamento da entrega (geralmente aqui gera também taxa de armazenagem);
  10. Taxa de permanência da carga: nas cargas fracionadas, para que se possa otimizar custos, é comum tentar fazer a coleta e já partir para entrega, sem armazenar as cargas em um galpão (cross docking).

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Agora você já conhece as mais comuns e mais importantes taxas incidentes na entrega logística. Apesar de falarmos das dez mais comuns essas não são as únicas. Outras taxas podem aparecer em sua fatura, como exemplo: Taxa para a devolução, digitalização dos canhotos, paletização, reentrega, serviço de estiva, de fiel depositário e outras tantas.

Enfim, existe uma infinidade de cobranças. Esperamos que ao apresentar-lhe as principais, isso te ajude a entender como funciona a cobrança de generalidades de sua fatura e possa ajuda-lo no momento de negociar com seu provedor logístico.

Brasilmaxi!

 

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