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07 coisas que você não pode deixar de verificar ao contratar um provedor logístico

Não colocamos nossos filhos nas mãos de qualquer um não é mesmo?! E seus negócios, você coloca? Também não né? Salvo se quiser ir a falência…

Explico.

O seu produto é como um filho que foi criado com muito carinho e, você não quer que na hora de ser colocado na prateleira ou, na casa de quem o adquire isso seja feito de qualquer maneira não é mesmo!

Escolher o provedor logístico para te representar, é um pouco parecido com escolher a babá de seu filho, ou a pessoa que vai cuidar de sua casa: tem que ser de confiança, deve ter boa reputação.

Logística custa dinheiro e logística mal feita custa cliente e consequentemente faturamento. Assim, é preciso saber escolher bem, para atender e com excelência, continuar atendendo e ganhar reputação para que esse cliente se torne um agente de marketing construindo sua reputação.

Para que isso aconteça, pelo menos sete ações são essenciais para a escolha do parceiro logístico. Continue lendo o artigo e aprenda…

#1 – VEJA A REPUTAÇÃO DO PROVEDOR

• Quanto tempo esse provedor logístico tem de mercado?
• Quem são os principais clientes atendidos?
• Quem já deixou de trabalhar com esse provedor e porque!
• Quais regiões e nichos ele atende;
• Qual sua especialidade;
• O que falam dele no mercado, no meio logístico, entre outros embarcadores, enfim, qual sua reputação.

Esse primeiro cuidado é vital para a escolha do parceiro, não pense em ignorá-lo, pelo contrário, investigue ainda outros pontos que são relevantes para seus negócios e que te trarão segurança para decidir.

#2 – VISITE E CONHEÇA O MODELO DE GESTÃO

Existem coisas que você só enxerga se olhar bem de perto.

Posso até te dizer que sou assim ou assado, que faço e aconteço, no entanto, sabemos que falar; até papagaio fala não é mesmo? Difícil mesmo é escrever.

Visitar seu cliente é primordial, e nessa visita, conhecer a cultura, o que os move e o modelo de gestão, fará todo sentido na hora de decidir pelo parceiro.
Por que?

Fazendo isso, você descobrirá qual o modelo de gestão:
• Como pensam os gerentes (os funcionários; do motorista ao supervisor, são a cara do gerente);
• Qual a política com os funcionários (remuneração, premiação, se tem muitos processos judiciais e etc.);
• Qual a missão, visão e valores.

Uma vez que serão parceiros, vocês não precisam ser idênticos, mas gostarão de comungar dos mesmos princípios éticos e morais. Dentre outros possíveis pontos de contato que podem ou não se falar.

#3 – BATA UM PAPO COM A LIDERANÇA OPERACIONAL

A ideia central aqui é conhecer mesmo o know how da empresa, e, o nível de expertise dos gerentes, coordenadores e supervisores. Perguntes sobre a operação:
• Quantos CTE’s emitem por dia/semana/mês (conhecimentos de transporte);
• Quantas entregas fazem por dia/semana/mês;
• Qual a taxa de devolução de entrega;
• Qual a taxa de ociosidade veicular;
• Qual o trabalho feito para minimizar os gap’s;
• Índice de roubo;
• Se compartilham cargas e com que tipo de mercadoria;
• Se tem todas as licenças necessárias;
• Se os veículos são revisados e com que periodicidade;
• Se os motoristas são treinados e com que frequência.

Enfim, a ideia não deve ser nem verificar a excelência da empresa, mas do time que faz a coisa acontecer. Se esses não tiverem a operação na ponta da língua, a chance de afundarem sua operação logística é imensa.

#4 – CONHEÇA A ESTRUTURA FÍSICA

Viu a reputação, conheceu o modele de gestão, falou com a liderança intermediária? Ótimo. Agora é hora de verificar a estrutura física do provedor.

O que seria interessante observar:
• Localização geográfica (pode ser estratégica para seu negócio);
• Espaço físico disponível (armazenagem, carregamento, manobra e etc.), verificando se atende sua demanda ou tem condições para expansão caso se faça necessário;
• Área de picking e packing;
• Torre de controle (departamento que programa e monitora a operação);
• Confira licenças disponíveis (corpo de bombeiro, Cetesb, ANTT, alvarás e etc.).

#5 – BATA UM PAPO COM ALGUÉM DO CHÃO, DO CD

Pode ser com o time de motoristas, separação, conferência e tal. Essa ação ajudará a entender se aquilo que se discute ou promete no escritório, é o que acontece na prática.

Claro que esse nunca será o desejo da diretoria. É uma manobra arriscada, contudo, é entendível se você pedir para acompanhar a operação um dia para ajudar a tomar a decisão. Aposto que isso ajudará.

#6 – PERGUNTE SOBRE O APARATO TECNOLÓGICO

Em plena quarta revolução industrial, ainda tem provedores que sobrevivem sem investir em tecnologia. Não que tenha que ser como a NASA, mas o mínimo deve-se adquirir:
• Um ERP competente;
• Um bom software para gestão do estoque;
• Um roteirizador de ponta;
• Rastreamento dos veículos entregadores;
• Um TMS integrado;
• Armazenamento de documentos na nuvem;
• Envio em tempo real de canhoto de entrega.

E muitas outras tecnologias que ofereça melhor gestão, redução dos custos e melhoria na qualidade.

#7 – CONSULTE A SAÚDE FINANCEIRA DO PROVEDOR

A jurisprudência aponta empresas embarcadoras arroladas em processos trabalhistas de prestadores de serviços, e quando esses não têm como pagar, a empresa contratante acaba sendo condenada junto.

Não só por isso, mas ao contratar um provedor logístico você não quererá surpresas como:
• Motoristas abandonando a carga porque não receberam o frete;
• Provedor abrindo falência no meio de uma operação importante;
• Processos com o nome de sua empresa, visto que é seu parceiro (e este caso entra: FGTS, sonegação de impostos, e etc.).
***
Acha preocupação demais? Pois bem, você não está contratando um serviço qualquer, você está prestes a contratar as pessoas que colocarão seu produto em um carro para levar até a casa de seu bem mais precioso: seu cliente.

Esses cuidados são o mínimo para que você possa confiar no parceiro que vai trazer para cuidar da sua família de produtos, que são feitos com tanto carinho e, as vezes personalizados para atender seu cliente.

Até a próxima

Grupo Brasilmaxi!

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